sexta-feira, 15 de março de 2013

Massacre em Ipoema



                                 
Este texto não tem relação com fatos reais. Nomes, Situações e piadas internas são meramente ficção. Pedro Stefânia e Ct morreram em um acidente de carro antes de chegarem a Ipoema, o que é teoricamente, uma sorte.

Era uma vez uma menina dos cabelos de fogo. Ela era popular, fazia festas, pic-nics e um dia, ela decidiu fazer um acampamento. Seu nome era Thailine
Marcado pra virada do ano, em Ipoema, um lugar quase místico. A joven Thailine convidou todos os seus amigos para o tal acampamento.
Thailine,Mariana ( que ninguém conhecia)  Felipe Dória, e seu primo, o não menos legal, Fhárley Loyola, Hamilton, Vulgo Hamiltage, Norton, Amanda, Liliane, Arthur Lamounier e Seu primo cujo o nome esqueci, Beto Jamaica, Eliza, que breve ficaria famosa, Vanessa, que levou uma prancha, Marcus Lumbriga, e eu Lucas que sobrevivi e  lhes narro esta história. Esses fecharam a caravana que seguiria pra Cachoeira Alta em Ipoema.
Mas eles mal sabiam o que Ipoema guardava pra eles.
A caravana da coragem saiu em baixo de chuva, por volta das 5 ou 6 da tarde. Partiu da praça Milton Campos, com todos alegres, conversando, rindo... e bebendo álcool.
Uma parada, uns pacotes de doritos depois, e uma garota começou a passar mal dentro da van. O clima de desespero foi instantâneo. Era vomito alcoólico com doritos pra todos os lados. Era a tal Eliza. O  a van parou, alguns caras a acudiram, e cogitaram tirar-lhe a camisa. Compraram açúcar e água em um daqueles lugares tensos de beira de estrada. Deram água com açúcar, tapas na cara, e nada da garota acordar. Colocaram a equilibrada em um banco, e seguiram viajem. Ela vai melhorar, eles diziam. Ledo engano.
Após todo esta confusão, haviam-se passado 15 kilometros da entrada para a cidade-paraíso Ipoema. Voltas e voltas, e na pista certa do acampamento, Passaram-se algumas horas , anoiteceu, e a menina ainda estava em coma alcoólico.
Faltando cerca de 1km para chegar no acampamento, a maldita van estraga. Estávamos no meio do nada, com poucas lanternas, e com o peso extra de alguém que está em coma alcoólico.  
A peregrinação começou por volta das 22 horas, aproximadamente. Dividiu-se o peso das bagagens, ficando muito pesado, pois dois caras, Norton, e Felipe (Dória), carregaram a menina desacordada pelo  Pirata Rum Montila.
Com o peso de mais três bagagens, e uma garota em coma, iniciou-se a subida.
Sacolas, barracas , panelas , e um carregamento de aproximadamente 45 macarrões instantâneos. Pés se sujaram de lama, mãos sangraram pra segurar sacolas, miojos foram perdidos no caminho, e começou a chover quando alguém soltou a clássica frase : “ Não poderia ficar pior. “

Armando acampamento embaixo de chuva, fumando maconha, e dando banho na desacordada, tentando preparar algo para comer. Os jovens tentavam se ajeitar, embaixo de um pé d’água, que só deus poderia ter mandado, tendo em vista que a maioria era composta por ateus. Gritos vem do banheiro, onde Amanda e Liliane banham Eliza. As garotas vão acudir, mas o puteiro estava formado. Eliza vomitava sangue, tremia, e sangrava pelo nariz. Era o pirata cobrando seu preço em sangue. O choro e o desespero espalharam-se por entre os que ainda estavam sóbrios. O que fazer com um corpo? É. Difícil a situação.

Esconderam o corpo em uma barraca, para ninguém perceber. E assim tentaram dormir. Em vão. Umas duas horas após a morte, e todos estarem deitados,  barraca de Fhárley e Mariana pegou fogo subitamente. Provavelmente porque alguém dormiu com um ~cigarro~ aceso dentro da barraca. Os corpos eram 3, e dois estavam carbonizados. Seria cômico se não fosse triste, pois Fhárley comia um macarrão instantâneo cru. Alguém estava ceifando aquelas vidas ou eram apenas coincidências trágicas?

No outro dia pela manhã, o dono do camping ainda não havia aparecido, então, decidiram dar um fim nos corpos, pois de problemas, já estavam cheios. Jogaram todos no rio, Fhárley ainda com o miojo na mão, meio que se despedindo. Mariana em uma posição que nunca entenderei, e Eliza, agora rígida e ensanguentada. Norton fica louco ao ver as imagens, e pula na água, que até então não se sabia a profundidade, e bate a cabeça em umas pedras, fechando assim um comboio de 4 mortos que descem pelo rio.

Todos estão desolados demais para comer, e Thailine, que já era magrinha, desmaia de fome. Os garotos, Arthur e seu primo “Vitor” pensam que ela está morta e a jogam da cachoeira. Bem, agora eles não pensam mais. Arthur chama Vitor de assassino e o empurra. Vitor caí logo em cima de Thailine, Minando todas as chances que a garota tinha ao sobreviver. Satisfeito, Artie volta ao acampamento e prepara o almoço de todos.
Beto Jamaica, Marcus Lombriga, Vanessa com Prancha, Amanda, Liliane, Lucas, Hamiltagem e Arthur sentam-se para comerem o sagrado almoço, todos tensos, alias, o almoço era só miojo com cinzas do cigarro do Arthur e água da cachoeira. Amanda fica intoxicada com o tempero do miojo, que era de camarão, e comecha a inchar. Ninguém sabe o que fazer, e ela tem um choque anafilático. Ela vomita o miojo e se sufoca, atrapalhando o almoço de todos. Pobre menina, mais uma pro rio. Felipe (Dória) Havia ascendido um cone, se é que você caro leitor, me entende. E ido nadar. Nunca mais o vimos, mas acho que ele boia até hoje, em nossos corações.

Os preparativos estavam prontos, um taxi havia sido chamado, eu um pacto selado. Não falar nada sobre. Beto Jamaica, Marcus Lombriga, Hamiltagem, Vanessa com prancha, Liliane, Lucas, Arthur. Se um fosse preso ou interrogado, todos seriam.

Vanessa alisava seus cabelos com sua subestimada prancha. A pia estava molhada, e o início do fio estava desencapado, alias, ela não era rica e tals. Então, ao tocar na água que encharcava o fio, Vanessa entrou em combustão espontânea, porque, não me perguntem ( eu não sei) a voltagem das instalações do acampamento era 440 (risos). Ela pagou pela sua vaidade. Pobre Vanessa.

Fui avisar a morte de Vanessa a Beto , Marcus e Liliane. Beto e Marcus estavam com tanta fome, que começaram a canibalizar a pobre Liliane. Ela não gritava mais, e os dois me olharam com uma cara de canibal. Corri como se fosse a ultima coisa que faria na vida. Eles pararam, após Beto arrancar uma perna de Marcus com uma mordida furiosa, e Marcus, sem poder correr, devorou meio rosto de Beto Jamaica.

O taxi me esperava no início da estrada. Hamilton fazia sauna com o motorista quando cheguei lá. Voltamos felizes, mas nunca vou me esquecer do horror de Ipoema.

Em memória a todos aqueles que lá foram e perderam sua alma e dignidade, chinelos, e pacotes de macarrão instantâneo. Mas eu perdi amigos. O que não importou, fiz novos na terapia. Beijos.

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