segunda-feira, 22 de junho de 2015

Infinito Particular

Vou contar a você
Sobre a moça que um dia inventei.
Tão bonita quanto um buraco negro
E perigosa também
A luz se dobrava pra ela, física e poeticamente falando.
Era de uma beleza ímpar
Os olhos liláses, como duas supernovas
E o cabelo negro como o manto onde as estrelas estão pregadas.

Seu beijo causava big bangs por toda minha medíocre existência
E o calor que deles se despendiam
Era como o de mil sóis brancos.
Brandos.

Infeliz o dia que inventei essa moça
Eu sendo ser de luz
Fui completamente tragado
Girando em suas supernovas
Explodindo em seus beijos de mil sóis
Me desintegrando em cada big bang

Mas um tempo depois
Meus átomos se reorganizavam
E eu me pegava existindo de novo
Pensando
Girando
Imaginando.
E a moça vinha
Com seus olhos liláses de supernova
Me desintegrar mais uma vez

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