sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Adam e Perpétua

    Ah, Perpétua, o erro que todo vampiro um dia cometerá. Este anexo é tão curto quanto o poema que dediquei a ela na terceira noite em que nos encontramos. De minha autoria.

***

Do amor
Como flor.
Que em mim floresce
E em você fenece.

Do amor
Como dor.
Que a mim castiga
Mas a você, e só a você,
Instiga.

Da eternidade, retiro o entendimento
O sofrimento.
Minha vida é para você,
Incompreensível.
Já sua vida na minha mão
é tão
tão...
Perecível.


- Adam -

***

    Perpétua demonstrava tamanha sede para ser imortal de alguma forma, tamanho medo de envelhecer e perecer perante seus iguais, que estava sempre dizendo como as coisas seriam diferentes. Deixei-me levar por suas opiniões, que eram dadas de uma forma tão decidida que debilmente passei a acreditar que eram verdadeiras e profundas. Ledo Engano.
    Revelei-me a Perpétua em dois ou 3 meses de convivência só para ver sua mente turvar-se a tal verdade, agora incompreendível. Quando elucidei minhas presas para fazê-la crer, percebi o erro que havia cometido e necessitei assassiná-la sem beber uma gota sequer. Perpétua foi um erro comum e inerente a um mortal em um começo de vida. Não escreveria este anexo se não gostasse tanto do soneto, modéstia parte.


Fim do Anexo III

                                                               Adam xx/xx/xxxx


   


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